sexta-feira, 8 de setembro de 2017

O retorno ao trabalho

Aqui estou 20h50, depois de um dia longo e de muito trabalho. Acordei às 6h30, amamentei, fiz ioga (porque meu marido ficou com a minha filha mais nova para que eu pudesse me alongar um pouco – minhas costas estão muito doloridas dessa jornada diária amamentando), levei a Lisa (mais velha na pracinha), voltei às 12h, amamentei, cozinhei (tenho ajuda, estava tudo picadinho, mas queria fazer o risoto que a Lisa tinha me pedido ontem), dei banho/tomei banho junto com a mais velha, brinquei, amamentei, amamentei denovo, brinquei, dei jantar, dei banho, amamentei denovo, coloquei as duas para dormir. E aqui estou, na frente do computador pensando: será que respondo aqueles e-mails esquecidos na caixa de entrada? Medito? Estudo o PPT para o workshop de terça e quarta feira? Ou será que escrevo para o CFO que tive uma reunião na última quarta feira? E enquanto estou decidindo, estou com sono... e mais sono... e penso, deveria estar dormindo, daqui um pouco a Maria acorda para mamar DENOVO... rsrsrs

Voltei a atender um coachee que estava precisando muito quando a Maria tinha um mês. Ela está com dois e meio e já divulguei um curso aberto que minha sócia entregou semana passada (muitíssimas mensagens de whatsapp enquanto amamentava), fiz várias reuniões por Skype com minha sócia, algumas conversas com clientes, escrevi uma proposta, apresentei e terça e quarta entregarei 16h de treinamento. Respiro fundo e sigo como dá, acho que como dá é o melhor que posso fazer nesse momento.

Me perguntaram recentemente se eu fico me sentindo mal, ansiosa por deixar a Maria. A resposta foi: Não, estou bem. Quer dizer,  não estou 100%, estou sempre cansada, mas estou feliz. Estou feliz porque trabalhar me faz feliz. Recentemente li em um grupo desses de 1.000.000 de comentários: “Não gosto de brincar com meus filhos, acho um saco, gosto muito mais de trabalhar. ”Pra quê? Um trilhão de comentários nesse desabafo. Eu li muitos, me identifiquei com muitos. Eu gosto de brincar, eu não amo brincar. Eu estou aprendendo a brincar. Meu marido brinca melhor que eu. Minha sogra brinca melhor que eu. Eu me esforço, eu diria que gosto mais de contar histórias. Um dos comentários dizia: O meu trabalho é a minha brincadeira. Me vi 100% nisso. O meu trabalho, definitivamente, é a minha brincadeira e, diferente, da minha primeira filha que fiquei 5 meses 100% dedicada a ela, agora senti vontade de “brincar” antes. E como tudo na vida tem vantagens e desvantagens, a vantagem de ser empreendedora é que podemos voltar parcial, pouquinho e foi o que fiz, a desvantagem é que o pequeno tempo livre que tenho estou aqui sentada trabalhando, quando na primeira gravidez estava descansando, dormindo, fazendo ioga. Por que estou fazendo isso? Porque meu trabalho me realiza, porque gosto do pedaço maternidade, mas meu trabalho me lembra quem sou antes de ser mãe, me lembra o que vim fazer nesse mundo que, embora às vezes pareça menor que o cuidado com minhas filhas, é muito maior, é muito mais amplo e beneficia muitas pessoas. Eu sei que estou fazendo o bem para a Lisa e para a Maria, porque preciso urgente contribuir com um lugar melhor de trabalho para as pessoas e, especificamente, para as mulheres. O tempo é curto e como diz a Susan Andrews (minha guru), não tem almoço grátis, a evolução espiritual vem através dessa luta diária com nossos pequenos/grandes desafios.


O meu principal desafio desse momento, minha pergunta é: qual modelo vai sustentar tudo isso? Como continuar trabalhando ou, melhor, brincando com a minha brincadeira favorita e ao mesmo tempo estando presente no dia a dia (na rotina) com as meninas? Estou na busca, ainda não sei a resposta... já, já assim que descobrir eu te conto, prometo!

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